Você comprou uma peça por R$ 100 e vendeu por R$ 130. Parece que ganhou R$ 30, mas ainda faltam a taxa do cartão, os tributos da venda e os gastos para manter a oficina aberta.
O preço de venda começa no custo real da compra. Depois entra tudo o que sai a cada venda e, por último, quanto a peça precisa deixar para pagar os custos fixos e formar lucro.
Qual custo usar
Some o valor da peça, o frete e outros gastos necessários para recebê-la, e desconte os abatimentos que você realmente teve. Se houver créditos tributários aproveitáveis, confirme com a contabilidade antes de descontá-los. Veja o passo a passo do custo real da peça.
Um preço inicial
Imagine uma peça com custo real de R$ 100. As despesas variáveis previstas somam 10% do preço de venda, e você quer que a peça deixe 30% do preço para pagar a estrutura e formar lucro. A conta é R$ 100 ÷ (1 − 0,10 − 0,30), o que dá R$ 166,67.
Nesse preço, cerca de R$ 16,67 vão para as despesas variáveis e R$ 50 ficam como contribuição. Esses R$ 50 ainda pagam aluguel, equipe, pró-labore e outros gastos fixos antes de virar lucro.
Use as taxas e os tributos que se aplicam à sua venda. O exemplo é uma simulação, e o percentual certo varia de oficina para oficina. O Sebrae orienta equilibrar os custos calculados e o preço de mercado.
Quando o mercado paga menos
Revise o custo de compra, o fornecedor, as taxas e o tipo de peça oferecida. Avalie também a contribuição da ordem de serviço inteira, com a mão de obra. Baixar o preço sem refazer a conta pode deixar a venda no prejuízo.
Guarde o custo e o preço praticado de cada peça. No OsNota, o custo fica no cadastro do item e cada OS guarda o custo da peça no momento do serviço, então um reajuste do fornecedor não muda as contas das ordens antigas, e você vê quais preços precisam ser revistos.