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Finanças

Quanto uma peça realmente custa para a oficina?

Some compra, frete e gastos necessários para conhecer o custo real das peças antes de montar o orçamento.

11 out 2026 · 2 min de leitura

O preço da nota do fornecedor nem sempre é o custo que entra na sua conta. Uma peça barata pode ficar cara depois do frete, e um desconto combinado muda o valor final.

Antes de montar o orçamento, descubra quanto custou de verdade ter aquela peça na oficina.

O que somar e o que descontar

Comece pelo preço de compra. Some frete, seguro e outros gastos para receber a peça, quando não vierem incluídos, e desconte os descontos que você realmente recebeu. Se comprou vários itens no mesmo pedido, divida o frete com um critério fixo (por valor ou por quantidade) e anote qual foi.

Exemplo: peça de R$ 180, frete atribuído de R$ 20 e desconto de R$ 10. O custo usado na formação do preço é R$ 190. Se há tributos recuperáveis, peça à contabilidade para confirmar se a oficina pode aproveitá-los e quanto. Nem todo imposto destacado na nota vira crédito.

Quando atualizar o custo

Atualize ao receber a peça e antes de aprovar um orçamento feito com uma cotação antiga. Para os itens em estoque, escolha com a contabilidade um critério de avaliação e use sempre o mesmo ao acompanhar o resultado. Anote também devoluções e trocas.

Com o custo em mãos, inclua as despesas de venda para chegar ao preço da peça. O Sebrae recomenda começar a precificação pelos custos diretos e pelas despesas da venda.

Uma rotina simples

Para cada compra, guarde o fornecedor, a data, a peça, o custo total e a ordem de serviço em que ela foi usada. Quando o resultado de uma OS ficar abaixo do orçado, esse registro mostra se a diferença veio da compra, da taxa de venda ou do preço cobrado.