A agenda está cheia e mesmo assim sobra pouco no fim do mês. Muitas vezes o motivo é que o preço da mão de obra foi definido olhando só a tabela do concorrente.
O valor da hora precisa pagar a operação e remunerar o trabalho. Não há um número certo para todas as oficinas, mas a conta pode ser feita com os seus dados.
Os custos que entram na conta
Liste aluguel, energia, ferramentas, sistemas, equipe, encargos, manutenção do espaço e a retirada do dono. Depois estime tributos e despesas que variam com as vendas. Deixe as peças de fora, porque elas têm custo e preço próprios.
O Sebrae orienta que o preço cubra custos e despesas e leve o mercado em conta. Copiar a tabela do vizinho sem conhecer esses valores pode esconder prejuízo.
Quantas horas usar no divisor
Use as horas que a equipe de fato consegue vender e executar. Boa parte do expediente vai para atendimento, limpeza, espera por peça e retrabalho, e esse tempo não entra na conta.
Um exemplo só para entender o cálculo: se a oficina precisa cobrir R$ 12 mil por mês e prevê 120 horas produtivas, cada hora precisa render R$ 100, antes da margem desejada e de outros valores que ainda não entraram. Os seus números serão outros.
Depois da conta
Compare o custo por hora com os preços que você pratica, o tempo real dos serviços e a margem que pretende ter. Refaça a conta quando a equipe ou as despesas mudarem. Veja também como medir a margem de cada serviço.
Anote o tempo estimado no orçamento e confira depois o tempo gasto. No cadastro de serviços do OsNota há um campo de tempo estimado em horas, que serve de referência para o próximo orçamento. Com algumas semanas desse registro, a estimativa deixa de ser chute.