O serviço de hoje parecia uma boa venda. Depois vieram a peça, a taxa do cartão, um desconto e mais tempo de bancada do que o previsto, e o valor recebido encolheu.
Faturamento é o que a oficina vendeu. O lucro só aparece depois que os custos e as despesas saem dessa conta, e cada serviço contribui de um jeito.
O que subtrair primeiro
Comece pelos custos diretos do serviço: peças, insumos e a mão de obra dedicada a ele. Some as despesas que variam com a venda, como taxas e tributos aplicáveis. O que sobra é a contribuição daquele serviço, que paga os custos fixos e, depois deles, forma o lucro.
Essa contribuição ainda não é o lucro final. Aluguel, estrutura, equipe administrativa e a retirada do dono saem dela. O Sebrae explica a composição do preço a partir desses grupos de custos.
Comparar serviços pelo tempo de box
Olhe a contribuição junto com o tempo que o carro ocupa o box. Um serviço que deixa R$ 300 em duas horas pode valer mais do que outro que deixa os mesmos R$ 300 em um dia inteiro. Risco, garantia e procura também entram na comparação.
Anote as diferenças entre o orçado e o executado. Elas mostram se faltou diagnóstico, se a peça encareceu ou se o tempo estimado precisa mudar.
Por onde começar
Escolha três ou quatro serviços que a oficina faz toda semana e calcule a contribuição real de cada um. Depois revise o valor da hora de mão de obra e as condições de compra das peças. Uma comparação feita sempre do mesmo jeito já ajuda a decidir com mais do que o movimento da agenda.
No OsNota, quando o custo das peças está cadastrado, o resumo da OS mostra ao dono o custo dos itens e o lucro bruto daquela ordem. Funcionários não veem esses valores.