Uma oficina cheia pode terminar o mês sem lucro. Para saber a meta mínima de faturamento, calcule o ponto de equilíbrio: quanto a oficina precisa vender para cobrir os gastos do período.
Quanto cada venda contribui
Some o faturamento do mês e subtraia os custos e despesas que variam com as vendas, como peças aplicadas, insumos, taxas de cartão e tributos. Divida o que sobrou pelo faturamento. O resultado é a taxa de contribuição da sua operação.
Exemplo: se a oficina vende R$ 20 mil e os gastos variáveis somam R$ 12 mil, a contribuição é de R$ 8 mil e a taxa de contribuição, 40%.
A conta do ponto de equilíbrio
Suponha custos e despesas fixos de R$ 12 mil por mês, já com a retirada planejada do dono. Com taxa de contribuição de 40%, o ponto de equilíbrio é R$ 12 mil ÷ 0,40, ou R$ 30 mil em vendas por mês. Até esse valor, a contribuição só paga a estrutura. Acima dele começa o lucro, se as condições da conta se mantiverem.
O Sebrae relaciona gastos, margem de contribuição e ponto de equilíbrio na formação do preço.
A meta cabe na sua agenda?
Com ticket médio de R$ 600, seriam 50 ordens de serviço no mês, perto de duas e meia por dia útil. Confira se equipe, boxes e horas disponíveis dão conta desse volume. Se não dão, reveja o mix de serviços, os preços, as compras e os gastos fixos. Veja como medir a capacidade da oficina.
Refaça a conta sempre que mudar preço, tributo, aluguel ou o tipo de serviço que a oficina mais faz. O ponto de equilíbrio orienta a meta do mês, e o resultado depende de a oficina conseguir vender e executar esse volume.