Um cliente antigo pede um encaixe e você promete entregar no fim do dia. Logo depois uma peça atrasa e um diagnóstico demora mais do que o previsto. A agenda que parecia caber vira uma fila de clientes cobrando.
A capacidade de uma oficina depende de quem está disponível, das ferramentas, do tipo de serviço e das horas do dia. O número de boxes é só uma parte dessa conta.
Estimar o espaço real da agenda
Liste os serviços já autorizados e o tempo provável de cada etapa. Separe avaliação de execução e inclua testes, compra de peças e entrega do carro.
Veja também qual recurso limita cada trabalho. Dois carros podem depender do mesmo elevador ou do único mecânico que faz aquele diagnóstico. Marcar os dois para a mesma hora não aumenta a capacidade.
Espaço para os imprevistos
Deixe folga para diagnósticos que crescem e para carros que voltam com alguma dúvida. Não existe um percentual de folga que sirva para toda oficina: compare o planejado com o que aconteceu durante algumas semanas e ajuste.
Quando faltar peça ou autorização, registre o bloqueio no controle do pátio. O carro parado continua ocupando espaço, mesmo sem consumir horas de mecânico.
Prometer um prazo que dá para cumprir
Antes de fechar a entrega, confirme se a peça está disponível e quem vai executar o serviço. Se o diagnóstico ainda está aberto, combine com o cliente uma data para dar notícias, e não um prazo final de reparo.
Com a agenda realista na mão, fica mais fácil recusar ou remarcar um encaixe sem constrangimento. Quem já deixou o carro com você continua recebendo no dia combinado.