Somar o total de contas pagas no mês não diz se a oficina dá resultado. Para isso, separe o que custa manter as portas abertas do que cresce quando entram mais serviços.
O que costuma ser fixo
Aluguel, internet, sistema, seguro e a parte fixa da folha existem mesmo num mês fraco. A retirada planejada do dono também entra nesse grupo. Esses gastos mudam com o tempo, mas não acompanham cada ordem de serviço.
Energia e água podem ter uma parte fixa e outra ligada ao movimento. Se a diferença for grande, separe as duas parcelas com uma regra que você repita todo mês.
O que varia com a venda
Peças aplicadas, materiais consumidos, comissões por serviço, taxa do cartão e tributos sobre a receita acompanham as vendas. Uma peça comprada que ainda não saiu do estoque afeta o caixa, mas só vira custo quando é usada numa ordem de serviço.
O Sebrae mostra exemplos de custos fixos e variáveis e coloca mercadorias, taxas de cartão e tributos entre as despesas ligadas às vendas.
Para que serve essa separação
Pegue o faturamento do mês, subtraia os gastos variáveis e veja a contribuição que sobra para pagar os fixos. Depois compare com o total dos gastos fixos. Essa é a base do ponto de equilíbrio.
Revise a lista todo mês. A classificação precisa refletir como a sua oficina funciona, e cada gasto deve aparecer numa conta só.