Você trabalhou o mês inteiro, pagou as contas e ainda tem dinheiro na conta da oficina. Quanto disso é o seu pagamento e quanto é lucro do negócio?
Separar as duas coisas evita retiradas que deixam a oficina sem dinheiro para peças, impostos e meses fracos.
Pró-labore é o pagamento pelo seu trabalho
Se você atende, diagnostica ou administra, defina uma retirada regular por essas funções. Escolha um valor que a oficina consiga pagar todo mês e registre como gasto do negócio. A forma contábil e tributária da retirada deve ser acertada com a contabilidade. O Sebrae orienta definir o pró-labore com base na atividade e na capacidade da empresa.
Fechando o resultado do mês
Registre a receita dos serviços prestados e das peças vendidas no período. Subtraia o custo das peças usadas, os demais gastos variáveis e os gastos fixos, incluindo a remuneração planejada do dono. A diferença é o resultado do mês no seu controle gerencial.
Exemplo: receita de R$ 40 mil, gastos variáveis de R$ 22 mil e gastos fixos de R$ 15 mil, já com a retirada do dono. O resultado é de R$ 3 mil. Se os gastos passarem da receita, o mês teve prejuízo.
Por que o saldo do banco é diferente
Compra de estoque, parcelas antigas, recebimentos futuros e empréstimos mexem no caixa sem fazer parte do resultado daquele mês. Acompanhe também o fluxo de caixa para saber quando o dinheiro entra e sai.
Antes de uma retirada extra, confira as contas dos próximos meses e mantenha a reserva que a oficina precisa para operar.