O veículo eletrificado entra na oficina com uma falha. A pressa para liberar o box pode empurrar a equipe para um serviço que ela ainda não sabe executar, e em alta tensão esse erro pode ferir alguém.
O dono responde pela rotina de trabalho e pelo preparo das pessoas. Por isso, o risco do serviço precisa ser avaliado antes de a oficina aceitar o carro.
O que avaliar antes de começar
Identifique o modelo, o sistema envolvido e o procedimento do fabricante. Verifique se a equipe tem a formação adequada, as ferramentas e os equipamentos de proteção exigidos para a tarefa.
Defina como a área será sinalizada e quem pode entrar nela. Desenergização, verificação de ausência de tensão e liberação para o trabalho seguem o procedimento aplicável. Um veículo desligado não está, só por isso, seguro para intervenção.
A NR-10
A página oficial do Ministério do Trabalho reúne as versões e as datas de vigência da norma de segurança em eletricidade. A nova redação, aprovada pela Portaria MTE nº 737/2026 e publicada em 1º de junho de 2026, entra em vigor em 1º de junho de 2027. Ela passa a tratar o risco elétrico dentro do gerenciamento de riscos ocupacionais previsto na NR-1.
A norma não substitui as instruções do fabricante do veículo. Consulte as duas e busque orientação profissional para organizar as exigências que se aplicam à sua oficina.
Se a oficina ainda não estiver pronta
Não faça a intervenção em alta tensão. Oriente o cliente e encaminhe o caso a uma equipe capacitada. Aproveite o episódio para montar um plano de formação antes de oferecer esse serviço.
Veja como planejar a entrada da oficina no atendimento a híbridos e elétricos sem pular essa etapa.